terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uyuni - 12 a 14/07/2016


Para chegar em Uyuni você pode ir de ônibus de Sucre, La Paz ou vindo do Deserto do Atacama (Chile), além de poder chegar de avião também e já ter uma prévia do que será o Maior Deserto de Sal do Mundo. 



Uyuni é uma cidade de aproximadamente 8 mil habitante e vive praticamente toda do turismo, o Deserto  possui mais de 10 mil km² de extensão, com cerca de 120 metros de profundidade de sal, o que calcula-se 25 mil toneladas de sal.


Nosso grupo era formado por 5 pessoas, 4 meninas e 1 homem (coitado), eu do MS, as meninas de SP, e o menino do CE, nós nos conhecemos e nos juntamos através de um grupo do whatsapp de mochileiros, que entramos para buscar informações sobre a viagem.

Chegamos a Uyuni às 3:45 da manhã, e nem preciso comentar sobre o frio que estava fazendo, conseguimos fechar um hostel por 35 bol, a água do chuveiro era bem quente e boa, e se formos pensar na viagem como um todo, isso era algo muitooo bom, só que pros padrões dos outros hosteis que ficamos depois, pagamos um pouco caro, pois ficamos somente até amanhecer e nem tinha café da manhã.

Fechamos o passeio com uma senhora que havia nos abordado durante a madrugada, e chora daqui, chora dali conseguimos por 640 bol, porém foi o mais barato, e como enrolamos demais para sair do hostel já estava bem em cima da hora da saída dos carros e precisávamos fechar logo o passeio para não perdemos o dia. (Sim, os carros de turismos saem no mesmo horário, as 10 horas da manhã). A gente optou por comprar o passeio direto em Uyuni, tem muitas pessoas que compram em La Paz, não sei dizer se compensa, pois em Uyuni é mais fácil de você baixar os preços, já que é uma competição de agências.  O engraçado é que eles sempre pedem pra não comentar com os outros do carro sobreo valor pago, ali é muito comum cobrar pela cara do freguês kkkkk

Uma coisa que tem que ficar muito atento é que tentaram separar nosso grupo, por metade em cada carro (estávamos em 5) alegando que os dois veículos sempre andariam juntos, mas não é isso que acontece e cada carro segue sua velocidade, há paradas de um carro que duram mais que de outros carros, então dificilmente seguirão juntos, nós não aceitamos e batemos o pé pra ficarmos unidos, se você não se importar de viajar com ‘estranhos’ não tem problema, mas pode ocorrer de você ficar isolado se for uma turma que só fala num idioma do qual você não tem conhecimento, por exemplo.

Ao nosso grupo acabou sendo adicionado um italiano, Andrea, que aceitou se separar dos amigos, pois nos carros cabem 6 turistas e mais o motorista que trabalha como guia também, o Crispin, que acabou se tornando nosso amigo e se divertia muito com a nossa 'espontaneidade' brasileira.


O primeiro passeio é no cemitério de trens, bem próximo a cidade e um lugar muito legal para se fazer fotos, inclusive, se você tiver coragem, subindo nas carcaças. (Lugares legais para fotos você verá que terão muitooosss, tudo é encantador).



Durante o trajeto fizemos as famosas fotos de perspectiva, confesso que nosso guia não era muito bom nisso, então não ficaram muito boas, mas ele era tão gente boa que isso foi o de menos, e valeu pela diversão e pela beleza do local mesmo.
(Optei por não colocar fotos deles, uma vez que não pedi autorização, mas essa não aparecem os rostos e nosso 'fotografo-guia' não era muito bom em fotos de perspectiva kkkk)

Paramos no primeiro hotel (parecia um restaurante) de sal, era próximo ao almoço, mas somente tiramos fotos, que se trata também do local onde passa o Rally Dakar (maior rally do mundo), há um monumento com diversas bandeiras, e lá se vão mais algumas fotos. (a foto que está acima, onde aparece o grupo)



Nesse dia ainda passamos pela Isla Del Cactos, quem quer passear pela Isla paga a parte 15 bol (se não me engano) porém nosso grupo optou por não entrar, nosso passeio estava um pouco atrasado, pelo lado de fora já da pra tirar muitas fotos, ter uma grande noção de como é o restante, pois a Isla é muito alta e acredito que lá de cima dê pra ver bastante o deserto (e dá, como já vi nas fotos de alguns amigos), ainda mais no entardecer.



Foi nossa primeira noite no deserto e no hostel de sal, jantamos uma comida regional chamada Pique (ovo, cebola, salsicha, lhama, frango, pimentão e batata), eu provei a carne de lhama, que a meu ver é bem consistente, firma, e com gosto parecido com a carne de gado, nada de muito especial, porém comi somente um pedacinho e não fui mais atrás em outros lugares para experimentar o sabor. (Hoje em dia não como carne vermelha, somente frango e peixe e tentado parar, então comi mesmo só pra provar)


 (foto do hostel que nos hospedamos no primeiro dia)

(vista de fora do hostel)

(Por do Sol no primeiro dia)

Nessa noite  fomos olhar as estrelas, como os hosteis ficam em meio ao deserto, há pouca iluminação então as estrelas se sobressaem com toda força, além de que na época era lua crescente, quase cheia, foi uma beleza espetacular. O frio não nos deixou que ficássemos muito tempo também fora do hostel, foi um passeio rápido, uma curta contemplação, porém muito bonita.



No segundo dia, levantamos 6h da manhã para tomar o café,arrumar as coisas e sair as 7h, fomos conhecer algumas lagunas, e também almoçamos em uma, na Laguna Canãpa, ao meu ver, a mais linda, pois estava cheia de flamingos que não se importavam com nossa presença, a comida era macarrão com frango e salada, além de deliciosos morangos em conserva (gelados, pois não tinha onde esquentar e mesmo que esquentasse, o frio que estava lá, gelaria rapidamente igual), mas nada impediu do almoço ser maravilho e encantador.



Conhecemos também nesse dia a, já famosa, Árvore de Pedra, as paisagens por lá são todas magníficas, pois de um momento para outro tudo muda, e estávamos ‘dentro’ de uma gigantesca selva de pedras. (Nesse local há um banheiro, viva, viva kkkkk o banheiro é um buraco, mas tem paredes, já é um bom começo)



Entramos no Parque Nacional da Fauna Andina “Eduardo Avaroa”, onde é pago uma taxa de entrada de 150 bol (R$ 79,00), uma taxa meio sem sentido, por que de onde vínhamos e dali para a frente não tem muita diferença de paisagem, não entendi muito a cobrança, porém sabíamos que teria e não tinha como não pagar, o hostel que íamos ficar está localizado lá no meio.



Essa foi uma das noites mais divertidas da viagem, nosso hostel estava semivazio, só nós e mais um quarto, que tinha 2 chilenos e um brasileiro, e logo nos enturmamos e fomos jogar baralho (conseguimos achar um jogo que todos entenderiam), quando deu 21h mandaram irmos dormir, pois a luz era interrompida, acreditamos que era ligado por geradores, que eram desligados nesse horário, porém a jogatina continuou no nosso quarto até umas 23h, regados a 2 garrafas de vinho. Depois da jogatina eu fui novamente olhar as estrelas, e embora fosse muito frio, o céu nesse lugar compensa demais e você acaba nem percebendo isso.

Nessa noite era para o nosso guia nos mostrar também os famosos arbustos que pegam fogo, porém ele acabou tendo que sair, então perdemos esse espetáculo.

Nossa janta foi um espaguete com molho de tomate, além da entrada ser as deliciosas sopas. Também apareceu no hostel três irmãs pequenas, que cantavam para os turistas em troca de moneditas (moedas), para comprarem seus materiais escolares.

Acordamos 4:30 da manhã, era nosso último dia de Salar, dá até tristeza de pensar e saber que íamos embora, tomamos café da manhã, que foi panquecas, sucrilhos e iogurte.





Esse dia fomos ver os gêiseres, o sol nem tinha saído direito, e fede muito enxofre, então foi uma parada rápida, para algumas fotos e retornar correndo para o carro. Após isso fomos para o local onde tem as piscinas termais, se não me engano são 6 bols para entrar na água, mas nem fui atrás ver valores, pois ainda eram umas 8 da manhã e estava (como sempre) muito frio, nosso amigo italiano teve coragem e foi lá tomar banho. A laguna que tem em volta é divina também e as aves da região aproveitam também para se banharem na água quente.



Em parte desse trecho demos carona a um colombiano que estava em outro carro que havia quebrado, Diego, porém ao chegar às águas termais ele retornou ao seu grupo.



Nosso ponto final de ida foi a Laguna Verde, que fica já na divisa com o Chile e com o Deserto do Atacama, a visão que temos dela é maravilhosa, igual as outras, é impossível definir qual é a mais bonita, como ninguém do grupo ia pra lá começamos dali a voltar, e a mesma não deixou nada a desejar da ida, pois passamos por lugares maravilhosos e paisagens tão encantadoras quanto.



A Laguna Colorada foi certa ‘decepção’, pois estava só verde, não tinha nada de colorido, falaram que devido ao frio, mas não sei explicar os motivos reais.



Passamos pelo Vale das Rochas, outro lugar com monstruosas pedras que surgiam no meio do nada, almoçamos próximo dali, em um vilarejo, arroz com atum e muitas saladas.



(eu sou esse pontinho branco e azul aqui embaixo, lá em cima tem um louco, que mostra a grandiosidade dos paredões)

Viemos serpenteando um rio que formava a paisagem ainda mais linda, hora lado a lado, hora olhando ele do alto de alguma montanha, devido a ser uma época de seca, a paisagem estava toda dourada, dos capins secos, parecia que estava dentro de um filme.






(A paisagem dourada é coisa mais linda)

Chegamos em Uyuni por volta das 18h30, e já fomos comprar passagem para La Paz, 80 bol, nosso próximo destino, enquanto aguardávamos o horário da viagem corremos para jantar, pois o ônibus sairia logo, então comemos uma pizza que a dona do restaurante garantia que sairia rápido.

PS: A neve é linda, branquinha, gelada (risos) e brilha, voltei apaixonada por ela ❤

(Numa das primeiras pausas, um dos primeiros contatos com a neve)

(Um dos trechos que paramos para tirar foto)

(Vulcão Ollague - aquela fumacinha logo acima dele significa que ele ainda está aviso, mas nós paramos muitooooo longe dele)

(Primeiro encontro com as llamas a gente nunca esquece kkkk saímos correndo atrás delas, nem lembramos da altitude, nem cansamos, só queríamos chegar perto delas kkkk)



(Laguna Honda - tem Wifi pra quem quiser aproveitar)


Nenhum comentário:

Postar um comentário