terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sucre -- 11/07/2016

Dia 11 de julho de 2016
Após 6 dias em Santa Cruz de La Sierra eu fui para Sucre de avião, conforme já havia contado, e lá combinei de encontrar o pessoal que havia conhecido pela internet, num grupo de mochileiros, eu cheguei de manhã e eles a noite.


  
Sucre
Rumo a Sucre, cheguei na cidade por volta das 9h, o aeroporto é assustador, pois é no meio do nada, você desce do avião e pensa: Cadê a cidade? (não tô exagerando galera, é assustador - risos). Foi a primeira vez que me vi totalmente sozinha, sem alguém para me ajudar, pois meus companheiros de viagem só chegariam de noite, então fui atrás de um táxi para me levar até a cidade. Tinha duas opções de locomoção até o centro da cidade, que era táxi por 60bol ou van por 8bol, o motorista da van ficou de me largar no ponto mais próximo da rodoviária, meu destino final, já que ele iria para o centro da cidade. Então tive que pagar mais 5 bols pelo táxi, para que o mesmo me deixasse no terminal rodoviário.


Atenção aos marinheiros de primeira viagem (assim como eu) o aeroporto de Sucre fecha logo após a chegada do último voo de Santa Cruz, que é em torno das 18h30, então, (se você resolver pegar esse último voo, para chegar em Sucre), corra, pegue suas bagagens e garanta sua vaga na van ou táxi, logo após a chegada do avião, você já não encontra mais nada. Ainda mais se quiser pegar o ônibus para Uyuni, que sai em torno de 20h30, tem que correr mesmo, o aeroporto fica uns 40 minutos da cidade, isso sem contar o trânsito que tem nos horários de pico.

Ao chegar no terminal rodoviário deixei minha mochila grande no guarda volumes, que paguei 5bol pelo dia todo. Comprei também um chip da tigo (operadora local) e um crédito para tentar usar a net, já que meu celular estava ‘morto’, porém no meu celular não funcionou igual, quem pretende chegar lá e comprar um chip, tem que ver se seu celular é desbloqueado para isso e o cadastro do chip tem que ser feito por algum morador de lá, pois eles precisam ter um documento local para o registro, peça ao vendedor, eles sempre ajudam.

Quando cheguei ao terminal corri também comprar comprei um remédio do mal da altura (Sorochi***) - 35 bol (média), nessa hora eu já estava passando mal, enjoo, dor de cabeça, tontura, foi à primeira cidade com altitude elevada que eu fiquei, e quando a altitude pega, realmente faz mal, a gente não tem ideia que possa fazer tão mal, aliás, até então achava que era ‘frescura’ kkkkk.

Sucre é a cidade mais linda que eu visitei, a meu ver, sua arquitetura antiga bem conservada e cheia de praças, todas as ruas com placas de identificação, além de placas de localização nas praças, indicando onde você está e um pequeno mapa da região para se locomover, o que me ajudou bastante.


Arrisquei em uma das praças subir na Torre Eiffel, uma mini cópia da Parisiense, deve ter uns 5 metros de altura, mas esses poucos degraus também me fizeram mal, pois, cheguei ao topo tão cansada que não pude desfrutar direito da beleza do local (como disse a altura judia). Por sorte, o ambiente em Sucre estava agradável (embora todos falassem que a cidade seria muito fria), o calor proporcionou a movimentação de muitos turistas e mesmo os moradores locais tomando sol nos gramados das praças, aproveitando, acredito, aquele inesperado calor e sol.


Devido as inúmeras recomendações de não comer na ‘rua’ boliviana, preferi procurar um restaurante, que tinha também WiFi, por que ninguém é de ferro né, e meu celular não estava funcionando se não fosse dessa forma. Comi  defronte a principal praça da cidade.


Aproveitei pra comprar também minha touca, que foi minha fiel escudeira no restante da viagem, usei muitoooo, e que em Uyuni ela é muito útil, compre dessas que cobrem a orelha.


Meu passeio por Sucre foi também de micro-ônibus, depois que deixei a mochila no terminal rodoviário, fui ao centro com eles e voltei também com eles, tirando que o peguei indo para o lado errado e dei uma volta gigante na cidade, aproveitei pra curtir ainda mais vista da cidade, ainda bem que era cedo e não perdi o ônibus pra Uyuni.

 

Tive outros gastos com água e uma saltenha (muito das estranhas) que comi, onde eles entregam num pires e com uma colher, quando mordi a ponta dela, olhei e descobri o motivo, ela era toda cheia de caldo, realmente não há como comer sem ter a colher, e bastante caliente (picante) kkkkk, mas só lá que eu vi esse tipo de saltenha.


A passagem de Sucre a Uyuni foi 70 bol.


***Eles vendem o remédio puro e outro com alguns medicamentos “acoplados” – paracetamol, cafeína, essas coisas – não é necessário comprar esse completo, pois assim que você começar a tomar o remédio já se sentirá bem. Eu tomava meio comprimido ao acordar, foi suficiente, mas é bom acompanhar como seu organismo está reagindo e aumentar ou diminuir a medicação.

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