segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Aquidauana 2007

Aquidauana/MS é um lugar que atrai muitos turistas para pesca, e quem tiver disposto a unir uma paixão a belas paisagens aqui é um desses lugares.

Com praticamente 17 mil km², e uma população de um pouco mais de 47 mil habitante, tem como divisa com Anastácio apenas o Rio Aquidauna, Anastácio por sua vez possui aréa bem inferior, de aproximadamente 3 mil km², e população não superior a 24 mil habitantes.

Aquidauna é considerada o Portal do Pantanal, além de fazer parte da Serra de Maracaju, possui uma biodiversidade sem igual, com uma unidade de preservação ambiental da qual faz parte a Estrada Parque de Piraputanga.

Além do Centro Histórico do município, a cerca de 12 km do centro da cidade, possui as ruínas de uma antiga civilização espanhola, a região é conhecida como Santiago de Xerez, para que gosta de um pouco de história.












Fonte: http://opantaneiro.com.br/aquidauana/conheca-as-atracoes-turisticas-de-aquidauana - Acessado em 24/01/2017

O regresso - 24 a 27 de julho de 2016


Meu retorno foi todo de ônibus, sai de Cusco as 21 horas, paguei 70 soles (até La Paz). Como fazia baldeação em Puno, então fiquei lá das 5 às 7h da manhã, esperando o próximo sair, aproveitei para tomar meu café da manhã. 

Atravessamos a fronteira e uma nova parada em Copacabana, agora de uma hora e meia para o almoço, aproveitei pra ‘namorar’ um pouco mais o Titicaca.

Cheguei em La Paz era 18h30, isso que eles haviam falado que chegaria de meio dia, mas eles esqueceram de contar às paradas que teríamos no caminho kkkkkk

O ônibus até Santa Cruz saia 19h30 então já comprei minha passagem logo, 100 bol, jantei e comprei umas besteiras pra comer durante o restante do trajeto.

Cheguei em Santa Cruz no meu segundo dia de regresso e já comprei minha passagem para Quijarro, para o dia seguinte, pois iria ficar aquele dia na casa da minha amiga. Paguei na passagem 50 bol e mais 30 bol de táxi para ir até a casa dela, que era do outro lado da cidade, e Santa Cruz é enorme, então significa que táxi lá é muito barato meeesmooo.

O terceiro dia passei com a minha amiga até o horário do ônibus, que sairia as 21h, e novamente comprei algumas besteiras para comer durante a estrada e de manhã.

No quarto e último dia de retorno cheguei à aduana bem cedo e já fui para a fila para atravessar a fronteira que já estava lotada. Com muito custo consegui pegar uma van para Campo Grande, pois os ônibus já estavam todos lotados. Paguei de táxi, da fronteira até a rodoviária, 50 reais e mais 110 reais da van, até a rodoviária de Campo Grande.

Cheguei em Campo Grande faltando 5 minutos para o ônibus para Sidrolândia sair, mas com muita correria, consegui pegar e chegar na minha casa ainda no mesmo dia. Já cheguei morrendo de saudade de tudo que passei e vivi.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Machu Picchu - 23 de julho de 2016


Acordei 3h30 da manhã para ir para a fila pegar o ônibus, e já tem muitas pessoas antes de mim, como não ia voltar a Águas Calientes já estava com toda minha bagagem junto, que deixei no guarda volumes de Macchu Picchu, 3 soles.


Aproveitei e tomei um café da manhã extra em uma das lojinhas que estavam abertas já para isso, pois não sabia que horas iria realmente almoçar.


Não sei exatamente o horário que cheguei a Machu Picchu, nosso guia mostrou e explicou os principais lugares da cidade, que ainda estava semi vazia, o que facilitou muito, também recomendo a quem vai sozinho para tentar contratar um guia para explicar sobre a cidade, pois acredito que sozinhos perdemos muita coisa. Ou estude sobre o local para curtir bem a cidade.


Desci rumo à hidrelétrica em torno de 11h, pois nossa van voltava a Cusco as 15h, e além da escadaria toda ainda teria mais 11 km de caminhada, com toda a bagagem junta.


Dica: Quando forem fechar pacote, não voltem a Cusco no mesmo dia, a menos que volte de trem de noite, fica muito puxado, você acaba aproveitando muito pouco de Machu Picchu. Eu pretendo voltar lá e sei que isso vai acontecer em breve então não fiquei assim tão sentida e com tudo que já tinha passado até ali não tava me importando tanto, hoje estou mais sentida que no dia. Mas eu subia e descia as escadas dentro de Machu Picchu igual uma louca e consegui ver tudo que queria, até a ponte Inca que fica longe da cidade (15 minutos de caminhada) e passa por paisagens lindas, em um trieiro na beira do abismo.
 
 
(Visão do caminho)

A descida é tensa, mas como eu subi de ônibus foi tranquilo, não estava cansada e cada vez que via alguém morrendo pra subir ficava com muita dó e tinha mais certeza que fiz certo em subir de ônibus, quem sabe na próxima vez estou melhor preparada e subo pelas escadas.


Como enrolei pra descer as escadas e fiquei até mais que 11h em Machu Picchu cheguei ao ponto inicial dos 11km era 13h, então teria duas horas pra chegar na hidrelétrica, e acreditem (já que eu não acredito até hoje) eu consegui kkkkkkk.

(As llamas são lindas 💗)

Na hora de pegar a van é uma confusão sem fim, quem for com agência, pegue todos os dados do retorno certinho, nossos nomes não estavam na lista (nossos mesmo, uma galera que fui conhecendo pelas trilhas não constavam nas listas, muitos pagaram pra retornar a Cusco, entre 30 e 40 soles) eu fiquei lá até eles darem um jeito, e eles deram, eles são muito honestos, embora estava tudo naquela desordem.

(Amo essa foto)

Cheguei em Cusco era 23h.
PS: De acordo com conversas realizadas com colegas que também fora a Machu Picchu, algumas coisas são proibidas, como comer, tirar o calçado e levar bandeira de time, eles chamam atenção e podem até te expulsar de lá, então evite excesso (não sei os motivos).


Lembrando também que em 2016 um turista alemão morreu ao cair num dos abismos de lá, então muito cuidado pra andar dentro das áreas delimitadas (ele ultrapassou uma delas), o Josi, mesmo dentro dessa área delimitada, acabou escorregando, é uma área que precisa muita atenção.


Hidrelétrica e Águas Calientes - 21 e 22 de julho de 2016

(Primeira visão de Machu Picchu, lá no topo da montanha, quase imperseptível)

Chegamos a hidrelétrica no horário do almoço e comemos num restaurante as margens dos trilhos, aproveitamos também para despachas a bagagem pelo trem, 10 soles e fomos andando.

(Caminho da Hidrelétrica até Águas Calientes)

Andar pelos trilhos é muito tranquilo, embora é necessário prestar atenção se o trem está vindo, claro. Foi uma caminhada de 11 km que passou rápido e tranquila, até Águas Calientes, já dá pra ver Machu Picchu no alto da montanha em alguns lugares e a paisagem do local é indescritível, como de vários outros lugares que passei, parece que estamos saindo de dentro de um filme para a vida real.



Nossa janta foi em um restaurante em Águas Caleintes, aproveitei para provar o pisco (bebida típica local) que até então ainda não havia tomado, depois de todos esses dias eu merecia, para dar uma relaxada nos músculos. 



Aproveitei para comprar o ingresso para o ônibus para subir a montanha de Macchu Picchu, 40 soles, se for a pé é uma média de 1 hora e meia de escadas (se você subir num ritmo bem rápido), morro a cima e queria estar com o gás todo para andar por lá, já que não teria muito tempo para ficar lá.



Durante a noite, após o jantar, ainda fomos dar uma volta e conhecer Águas Calientes, que é uma cidade pequena e encantadora, vive somente do turismo local, lotada de hosteis, hoteis, restaurantes e tudo mais que o turista possa precisar.



Acordei 3h30 da manhã para ir para a fila pegar o ônibus, e já tinha muitas pessoas antes de mim, como não ia voltar a Águas Calientes já estava com toda minha bagagem junto, que deixei no guarda volumes de Macchu Picchu, 3 soles.


(Águas Calientes é um encanto ❤)


Aproveitei e tomei um café da manhã extra em uma das lojinhas que estavam abertas já para isso, pois não sabia que horas iria realmente almoçar.


(Pausa no caminho para descanso e foto)



PS: Para chegar em Machu Picchu tem 3 formas, andando, pelas trilhas, igual eu fiz, de trem ou de carro. A divisão é feita em três partes, Cusco, hidrelétrica e Águas Calientes.
De Cusco até a Hidrelétrica é possível fazer de trem, caminhando ou de carro (tem muitas vans que vão até lá). 
A partir da Hidrelétrica não é permitida a passagem de veículos - exceto o trem - então dali para frente ou você vai a pé ou de trem, como já disse anteriormente, a caminhada é tranquila, quem não tem problema de saúde consegue caminhar tranquilamente, tem bastante pedras no trajeto, devido a ser o trajeto do trem, mas a altitude é baixa e são 'apenas' 11km.







terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Salkantay - 19 a 22 de julho de 2016


Acordamos 3h30 para esperar a van que iria nos buscar (ainda em Cusco) e levar ao começo da trilha, mas o que aparece é só o guia, a pé, que nos leva a praça onde todos estão se reunindo, não sei quanto tempo esperamos até realmente o microônibus aparecer.

Depois de 2h30 de estrada chegamos onde seria nosso café da manhã, que ainda não estava incluso no nosso pacote, que variava de 15 a 30 soles, os mais simples ou completos. Tivemos nosso primeiro contato com os futuros colegas de caminhada, aproveitei para comprar um bastão de caminhada, 5 soles (um pedaço de pau com um crochê na ponta, mas que foi muito útil durante toda a caminhada).

Após mais meia hora dentro do ônibus chegamos ao nosso ponto de partida real, e começamos nossa caminha de 15 km do dia, e mais de 1000 metros de subida.

Na trilha é todo mundo meio independente, é incrível, foi minha primeira trilha e já encarei uma das piores, e encarei bem mal, cheguei ao acampamento era 14h30, e foi servido o almoço, com sopa de quinoa, truta frita, arroz, guacamole, só de lembrar das comidas que serviram na trilha me dá água na boca, foram às melhores de toda a viagem, tínhamos cozinheiros exclusivos, e os caras eram muitooooo bons.

Depois do almoço teríamos folga até o outro dia, alguns foram ver uma lagoa que ficava a 1,5km dali, mas eu não estava aguentando comigo, e ainda era só o primeiro dia de viagem, então preferi descansar escrever um pouco sobre a viagem enquanto esperava os outros irem, voltarem, servirem a janta e ser o horário de dormir.

Nesse dia ficamos em acampamentos, porém as barracas já estavam armadas e era só colocar o saco de dormir e estava tudo pronto (três dias da viagem foram em barracas), nesse dia não consegui me esquentar, e olha que não estava tãããão frio assim, dormi muito mal devido a isso.

Decidi, depois de muito pensar, quase chorar, pedir pela minha mãe (risos) que no outro dia subiria os outros 1000 metros e 7 km de burrinho, aluguei por 100 soles, fiquei com muita dó do animal, mas eu não tinha condições físicas, já estava com os pés cheios de bolhas e ao todo a caminhada seria de 22 km, então eu teria outros 15 km a pé de qualquer forma.

Acordamos às 5h da manhã para tomar café da manhã, arrumar as coisas e começar a caminhada, eu fiquei mais um pouco no acampamento após os colegas saírem, já que eu ia de burrinho, fomos em três, uma uruguaia e uma alemã.



Quando eu vi o tamanho da subida que teríamos que enfrentar, vi que realmente eu não aguentaria sozinha, meu burrinho era louco e atacava o burrinho das minhas colegas, então nosso guia teve que ir levando ele afastado dos outros (e muitos risos no trajeto).



Chegamos ao pé do morro que dá o nome a trilha Salkantay, estávamos a 4600 metros de altitude, a visão que temos desde lugar, dos arredores, da neve, e do quanto somos pequenos perto de tudo aquilo, é incomparável, um momento de muitas orações e contemplação, inclusive por parte dos guias.




Mas ainda teríamos mais 15 km de estrada para chegar até o acampamento, essa caminhada foi em meio à selva peruana e nossos guias falavam que a gente não poderia chegar de noite ao acampamento pois ali haviam muitas Pumas. Embora meus pés doessem muito à caminhada foi menos pesada que no dia anterior, onde fiz os mesmos 15 km. 

Nosso acampamento ali nos separava da selva por uma cerquinha de madeira, e fiquei pensando, pra que andar tão rápido para 'fugir' das pumas se o acampamento era aberto para elas (risos), mas a noite foi tranquila e eu não ouvi nenhum barulho estranho, devido a estar muito cansada também, apaguei.



Esse acampamento era mais estruturado e era possível tomar banho (pagando uma diferença a parte, se não me engano 10 soles) enfrentar a lista de espera e por tempo determinado, mas era um banho e isso que importava.

No terceiro dia nossa caminhada seria de 18 km, maior parte pelas estradas onde passavam os carros, então fiz metade do caminho de carro, 20 soles e a outra metade a pé.

O caminho todo estava muito seco, andar pela estrada em meio aos carros transforma a respiração da gente péssima, ainda mais quando se tem muitaaa alergia da poeira, tinha horas que a falta de ar da altitude não era tão grande quanto à falta de ar devido à falta de chuva.


(Pachapapa)

(Pachamama)

Quando chegamos ao nosso terceiro e último acampamento podíamos ir passear nas águas termais próxima, foram 22 soles pela ida, volta e entrada, fomos num microônibus pela estrada mais louca de todas, mas a 'vibe' que rolava lá dentro era a melhor também, poder tomar um banho, ficar relaxando dentro de uma piscina quente e ver a terra sair debaixo das minhas unhas era a realização de um sonho kkkkk.




Durante o jantar nos foi mostrado um passeio de tirolesa e uma ponte suspensa, e como eu estava a fim de curtir o máximo que podia da viagem, decidi fazer, porque essa talvez seria uma oportunidade única, Salkantay, talvez nunca mais. Paguei pelo passeio 25 dólares.

E ainda para finalizar a noite, após a janta ainda tivemos uma festa na fogueira, com músicas de todos os países, inclusive brasileira, mas achei melhor não ficar muito e não beber, afinal ainda tinham mais dois dias intensos pela frente e sem muito descanso.



No quarto dia, a caminhada que seria de 22 km então caiu para 11 km, e a van nos largou na hidrelétrica, para chegar até Águas Caleintes, destino final antes de chegar a Macchu Picchu.






O passeio pela tirolesa é muito bom, ao todo são cinco, que você atravessa de um morro ao outro, sobre a floresta e sobre um rio.

(Rio no meio da caminhada, primeiro dia)***

(Outro rio, segundo dia)

(Outra foto do rio no segundo dia)

(Uma das nossas maravilhosas e lindas refeições)

***Eu lembro que durante uma das conversas com meu guia eu perguntava sobre os rios existentes no Peru e ele disse que todos eram estilo aqueles que passamos, pequenos e sempre de grande correnteza, e eu expliquei a ele sobre os nossos rios, sobre a grandeza de rios como o Amazonas, Paraná, Paraguai, e ele pareceu não acreditar naquilo. Ele disse que queria conhecer o Brasil, então sugeri ele ir a Foz do Iguaçu, conhecer a imensidão daquelas águas. ❤